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Herpes labial: prevenção e tratamento

Herpes labial: prevenção e tratamento

11/06/2012

Com a chegada do verão, a boca fica exposta às agressões do sol que podem deixar os lábios desidratados e com aquela aspecto ressecado ou enrugado. Essa exposição excessiva também pode afetar o sistema imunológico e, com isso, desencadear aquelas feridas na boca que são uma chateação, a herpes labial. Para que você não seja surpreendida no verão, entenda mais um pouco sobre a doença e previna-se para manter os lábios radiantes!

O que é herpes labial?

Basicamente, existem dois tipos de herpes simples - o tipo 1 e 2. A doença apresenta as mesmas características e o único diferencial é a área do corpo que atinge. No herpes tipo 1, o vírus aparece principalmente na boca, mas pode também se localizar em qualquer outra região. Já o herpes tipo 2 atinge apenas a área genital, tanto podendo aparecer no homem quanto na mulher.
Ao falarmos de herpes tipo 1 e 2, a lesão aparece como um grupo de "bolhinhas" com uma base avermelhada que provoca ardor e dor. Na fase final da doença, aparece aquela casquinha incômoda que mais parece um machucado. Outro fator importante nesse tipo de herpes é que, normalmente, o vírus é precedido por uma estomatite (aftas na boca), acarretando muito mal estar e apresentando um quadro doloroso para a pessoa. "O primeiro contato da pessoa com o vírus provoca uma grande inflamação. Quando essa primeira vez ocorre em criança, por exemplo, o herpes tipo 1 pode comprometer toda a parte interna da boca", explica Denise Steiner, médica dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Veja as causas

Denise, que também é professora titular na Universidade de Mogi das Cruzes, em São Paulo, explica que, por se tratar de um vírus, ele terá um tempo de permanência no organismo e, mesmo se a pessoa não fizer nenhum tratamento, no período de 7 a 10 dias, no máximo, essa pessoa estará curada sem nenhuma sequela do surto.
O vírus que causa a herpes simples é bem disseminado e a maioria das pessoas adultas já teve contato com ele. Embora a imunidade natural de cada pessoa elimine o vírus, algumas podem permanecer com ele e reativá-lo, digamos assim, caso tenha essa baixa resistência imunológica. Nas crianças, por exemplo, o vírus causa lesões dolorosas na boca que, em certos casos, são confundidas com aftas, mas que são sinais de uma doença conhecida como estomatite herpética (inflamação que atinge a boca).

Tratamento adequado

O vírus em si, explica a dermatologista, não causa outras infecções, mas predispõe a pele e, devido à baixa resistência, podem ocasionar infecções bacterianas. O tratamento é realizado com antiviral por via oral e tópica. O medicamento é usado de 5 a 10 dias, mas, dependendo da gravidade, ele agride o vírus, porém não consegue eliminá-lo totalmente.
"O herpes tipo 1 pode ficar incubado no organismo após a pessoa ter sido infectada uma primeira vez. Ou seja, ele pode voltar a se manifestar a qualquer momento, desde que a pessoa esteja debilitada. Portanto, embora o surto tenha um tempo de permanência no organismo, até os dias de hoje não há cura definitiva", afirma a dermatologista.
Há pessoas que, inclusive, só manifestam a doença uma única vez na vida. No entanto, trata-se de uma questão individual: cada organismo reage de maneira diferente e mesmo aqueles que só tiveram um surto de herpes tipo 1 não estão isentos de desenvolverem a doença novamente.
"Para evitar o herpes labial, você pode evitar o sol excessivo e usar um protetor solar nos lábios para protegê-los. Se você foi surpreendido por uma gripe forte e normalmente o organismo já está debilitado, você deve se cuidar bastante e evitar fatores como o estresse", ressalta Denise.


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